4 de março de 2013


Quem não se lembra do pai que criou uma bota especial para o filho com paralisia jogar futebol?
Nesta semana, Alexandro, o pai do Felipe, conseguiu mais uma vitoria na luta pela felicidade do filho.
Felipe nasceu prematuro. A falta de oxigênio no cérebro durante o parto não afetou a percepção, a memória, o raciocínio. Mas os movimentos foram prejudicados. Por isso, a fisioterapia é tão importante para desenvolver a coordenação motora.

Os exercícios são feitos com uma roupa especial, o método é conhecido como therasuit. “Tem vários ganchos que são especiais para utilizar essas gomas, favorecendo certos movimentos. No caso do Felipe, ele tem dificuldade de estender a perna sozinho. Então, isso aqui funcionaria como se fosse o músculo da coxa”, explica a médica.

O esforço é grande. Ele até lembra o homem aranha com todas essas cordas elásticas presas à estrutura metálica. E esse super-herói é dedicado. Ele se estica todo, faz um treme-treme na plataforma vibratória. Luta boxe.

Mas o esporte preferido do Felipe continua sendo o futebol. Ele pula, cabeceia e depois ensaia uns chutes na bola.

A indicação médica é fazer quatro módulos da terapia por ano. Cada módulo é um mês de treinamento intenso: três horas por dia.

Quando o Felipe começou, o máximo que ele conseguia era dar três passos na esteira, sem a ajuda dos fisioterapeutas e com apoio do equipamento. Depois de dois módulos de treinamento, Felipe chegou aos 440 passos. Só que a evolução dele poderia ter sido muito maior. É que o tratamento teve que ser interrompido porque a família não tinha mais como pagar. O pai de Felipe entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que determina que a Secretaria Estadual de Saúde pague por todas essas despesas.

O tratamento também inclui sessões com cavalos, três vezes por semana. “O cavalo possibilita a quem está sentado sobre ele movimentos tridimensionais. Que significa isso? Uma dinâmica que favorece que aconteçam movimentos semelhantes aos que a gente anda”, explica Lílian de Albuquerque Moura, fisioterapeuta, especialista em neurologia.

O tratamento custa quase R$50 mil por ano.
“Pedi sim ajuda ao estado, aos órgãos competentes. Todos disseram que não. Pelo simples fato do tratamento, ou melhor, dos tratamentos, tanto a equoterapia quanto o therasuit, não fazerem parte do hall da Anvisa”, afirma o advogado Alexandre Faleiros, pai de Felipe.

O argumento era que os exercícios de Felipe eram experimentais, sem eficácia comprovada. Alexandro passou oito meses tentando provar à Justiça que o método era eficaz.
Essa semana saiu a decisão: Felipe vai poder continuar o tratamento e de graça.

“Está sendo comprovado dentro dos processos que existe um grande benefício para o paciente que se submete. E, se existe um grande benefício, eu acredito que o Ministério da Saúde vai acabar incorporando”, declara a desembargadora Vanessa Andrade.

“Com a introdução do therasuit isso teve um progresso inacreditável. É uma das coisas que ajuda a ele usar a botinha e jogar futsal toda segunda e quarta comigo”, conta o pai.

E por falar na botinha, Alexandro agora quer mandar o seu "invento" para dois irmãos americanos que vivem uma historia de amor e superação bem parecida.

Há um mês, o Fantástico mostrou uma reportagem com os irmãos Conner e Cayden, que competem em provas de triatlo juntos.

Alexandro e Felipe entraram em contato com a família americana pela internet. Mostraram como usar as botas para bater uma bolinha e fizeram a proposta.
“Eu e o Felipão vamos aí pessoalmente entregar a bota pra vocês”, diz Alexandro.

Do outro lado da tela, foi uma empolgação só. Com a botinha, Alexandre espera que os dois irmãos possam jogar futebol juntos.

E aqui é assim: um passo de cada vez, sem perder a determinação. Felipe sabe que esta batalha vale a pena.

“Vai dar tudo de você cara? Tenho certeza que você vai conseguir, você é um vencedor”, diz o pai.

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2 de março de 2013

Pai desafia medicina e faz filho com Paralisia Cerebral andar




Milagres acontecem para as pessoas que não acreditam no impossível, em 20 de maio de 2004 nascia Ivo, um garoto argentino que nas primeiras horas de vida foi diagnosticado com encefalopatia crônica, uma paralisia cerebral permanente que segundo os médicos impossibilitaria Ivo de andar para o resto de sua vida.





O pai do garoto, Jorge Cardile, duvidou do impossível e desde 2005 vem se dedicando a dar uma vida melhor ao seu filho. Com seus conhecimentos em engenharia e uma oficina de garagem desenvolveu uma maquina batizada de Estimulador de Marcha, construída a partir de um par de esquis montado sobre uma esteira móvel.
Seis anos depois, em 2010, nascia a vitória do amor e dedicação sobre as limitações da medicina, o pequeno Ivo começava a dar os seus primeiros passos sozinho, graças a maquina construída pelo seu pai.
Eu comecei a pensar e pensar e com a ajuda de Deus eu consegui uma maquina que resultou nessa maravilha. Para Ivo isso tudo sempre foi um jogo, nunca se queixou de nada.
Hoje Ivo já consegue caminhar e continua evoluindo graças à invenção. Seu pai criou um site onde explica passo a passo essa história e construção da máquina, que foi colocada à venda para ajudar casos semelhantes.
Simplesmente Incrível.

Sei que sou fragil.

Bom dia,as vezes me sinto meia fraca buscando forças não sei de onde,mas ela vem e me revigora me dá forças pra encarar mais um dia!!!!!